2018 02 28 Banco de PortugalAos Trabalhadores do Banco de Portugal

O Banco de Portugal informou-nos em 26/02/2019 que que ia proceder à actualização da tabela salarial e das cláusulas de expressão pecuniária, pelo valor de 0,75% e com efeitos retroagidos a 01 de Janeiro de 2018, conforme texto seguinte:

………no âmbito do Acordo de Empresa em vigor, pelo valor de 0,75%, com efeitos retroagidos a 01 de Janeiro de 2018.

Este valor pretende traduzir uma abordagem da negociação concluída pela Associação Portuguesa de Bancos, no âmbito do ACT Bancário, mais adequada à realidade empresarial do Banco de Portugal e tem como referência os aumentos salariais que tiveram lugar nos três maiores Bancos Comerciais subscritores daquele ACT.

O Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira lamenta profundamente que o Banco de Portugal tenha dos seus trabalhadores no activo e dos seus reformados uma opinião tão negativa.

Como todos sabemos o valor do aumento aprovado não cobre a inflação, não tem em conta os ganhos de produtividade alcançados pelo BdP nem os resultados alcançados e distribuídos nos últimos anos.

A referência aos três maiores bancos estrangeiros que operam em Portugal para exportar os dividendos obtidos não nos tranquilizam pelas sucessivas más praticas laborais, nomeadamente não aplicação de categorias profissionais, recurso a trabalho desvalorizado de outsourcing e recusa sistemática de pagar os prolongamentos de horário e despesas de deslocação.

Não pode ser este o modelo de trabalho explorado e desvalorizado que a administração do BdP defende para aplicar a todos os trabalhadores do Banco de Portugal visando o seu empobrecimento e negando o seu empenho e a sua contribuição.

O SinTAF apresentou uma proposta de aumento no valor de 5,5% com um mínimo de 60€. Como todos sabemos estes aumentos eram praticáveis e possíveis para a generalidade dos trabalhadores do BdP mesmo sem retirar gorduras de prebendas e mordomias, que por serem aplicadas a um número muito reduzido de trabalhadores podiam ser reduzidas.

Os trabalhadores do BdP devem escolher, entre as práticas sindicais dos sindicatos instalados no sector, de anuência à retirada de direitos a ao empobrecimento dos trabalhadores em contraponto com práticas sindicais de quem não se rende nem abdica dos direitos.

Os trabalhadores devem exigir rupturas com “sistemas” que pretendem um AE com menos direitos e “actualizado” com o empobrecimento e a perda de direitos que vem sendo decalcados do verificado junto dos restantes bancários.

Os trabalhadores do BdP sabem que no SinTAF não trocamos direitos por prebendas ou prendas sindicais.

Recordamos que decorre a negociação do Acordo de Empresa e que no âmbito dessa negociação apresentámos propostas que visam a dignidade e valorização dos trabalhadores do Banco de Portugal.

Esperamos por parte da Administração do BdP uma valorização séria destas mesmas propostas.

SINDICALIZA-TE NO SinTAF !!!

 A DEFESA DO AE SÓ DEPENDE DE TI !!! 

 

SINTAF-Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira.

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