Com esta Gestão…

os trabalhadores da CGD vão de mal a pior!

Os trabalhadores da CGD sentiram que, em 2017, ocorreria a reversão do roubo de 4 anos, de contagem de tempo, para efeitos de progressão na carreira, que lhes foi imposto pela Gestão, desde 2013, ao abrigo de leituras enviesadas da Lei do Orçamento de Estado.

A decisão unilateral da CGD em não descongelar as carreiras, de imediato, no seguimento do estipulado no Orçamento de Estado de 2017, não respeitando os acordos existentes com os sindicatos com representação na empresa, além de ilegal é imoral.

Esta violenta e grosseira violação dos Acordos de Empresa que determinam, na generalidade, o cumprimento de promoção, por antiguidade, ao nível seguinte para os trabalhadores dos níveis 4 a 11 do Grupo I, teve, como corolário que quer em 2017, quer em 2018, fosse, de forma autoritária e ditatorial, implementada faseadamente a progressão, roubando 4 anos de serviço aos trabalhadores da CGD.

A execução da promoção com um atraso de 4 anos é, não apenas um desrespeito pela contratação colectiva, mas também uma estratégia da CGD de divisão dos trabalhadores, protelando e diminuindo, desta forma maliciosa, o impacto da contestação de todos os que deveriam já estar promovidos há dois anos.

Os Acordos de Empresa não são respeitados, mesmo consentindo na perversão que é fazer depender as progressões por antiguidade, da avaliação de desempenho.

No caso do AE do SINTAF esta violação é mais grave já que a progressão dos seus sócios não depende do sistema de avaliação, que foi alterado unilateralmente, no último ano, pela CGD.

As últimas gestões nomeadas para a CGD, com especial relevo para a de Paulo Macedo, continuam na senda de transformar “A CAIXA” numa caixinha”, de modo a que não importune os propósitos dos grandes potentados financeiros europeus, a parcialíssima posição do BCE ou a subserviência do Governo.

A CGD continua “obrigada” a cortar no quadro de pessoal (menos 3000 desde 2010) e a diminuir o número de agências (menos 200 desde 2010), perdendo capacidade humana para manter a qualidade de trabalho…, pondo assim em causa as… quotas de mercado, como líder, quer na vertente de segmentos, quer no contexto global do sector bancário.

Desde 2013 que os balanços da CGD têm diminuído percentualmente os custos com pessoal e desde 2016 têm também acentuado a queda das percentagens, no balanço destinadas aos custos operacionais.

Estes dois factores, associados à venda ao desbarato de inúmeros imóveis abaixo do seu verdadeiro valor, á alienação geral de imensos activos, bem como o anunciado encerramento de negócio não-doméstico, caso de Espanha, onde foram investidos centenas de milhões de euros são a real justificação para a “recuperação” anunciada pelo majestático ilusionista Macedo e seus pares, com a magríssima verba de uns engenhosos 52 milhões de euros… É caso para perguntar: a que custos? Quem pagou a factura?

Pergunta-se também o que sucede com o ataque aos Serviços Sociais da CGD, já que a atual Direcção refere publicamente, quer em encontros com Delegados, quer em publicações no site dos SSCGD a intromissão da gestão da CGD nas orientações e financiamento dos mesmos, o que é de muito mau augúrio para a vida de muitos trabalhadores e aposentados e põe em causa a responsabilidade social da Instituição.

O ano de 2018 tem de ser um ano de viragem e de reversão destas medidas unilaterais e discriminatórias. É necessário dar mais visibilidade à causa dos trabalhadores e mais acção das suas Estruturas Representativas, Sindicatos e Comissão de Trabalhadores, para barrar o caminho a uma Gestão que permanentemente ofende a Caixa Geral de Depósitos e ignora os direitos dos seus trabalhadores e clientes.

O SinTAF – Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira apela a união de todos os trabalhadores da CGD que queiram:

  • Não transformar os seus Serviços Sociais numa filial de qualquer seguradora.
  • Lutar pelo cumprimento dos Acordos de Empresa, nomeadamente por aqueles onde continuam a existir promoções por antiguidade como é o caso do AE do SinTAF.
  • Lutar pela dignidade do trabalho e dos trabalhadores da CGD.

Para dar corpo à UNIÃO é preciso um sindicato que NÃO VIRE A CARA À LUTA.

Ao associarem-se no SinTAF- Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira e engrossarem o número dos que entendem que é preciso uma ruptura com as políticas de recursos humanos praticadas na CGD, damos como garantia uma prática de um sindicalismo sério e íntegro na defesa dos interesses e direitos dos trabalhadores, de acordo com as práticas de sempre da CGTP - InterSindical.

 

ADERE AO SinTAF!

SINTAF-Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira.

Avenida Almirantes Reis, n.º 74 G - 1150-020 Lisboa

Telefone +351 218124992

Correio eletrónico: sintaf@sintaf.pt